quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Pequenos Notáveis.

Há pouco tempo meu pai resolveu reformar a casa dele. A antiga sala, (literalmente, pois os móveis eram da minha bisavó!), super escura e pesada deu espaço para novos ares cheios de cor e linhas retas. Hoje penduramos os quadros. É incrível como podem dar um “up” considerável no ambiente. Da mesma forma, são capazes de transformar uma decoração linda num desastre. Sendo assim, aproveitamos para nos desfazer de alguns deles que estavam bem ultrapassados e já não condizem com o que temos no momento. De resto ficaram ótimos!
Lembro que quando eu era pequena, a cada mudança, minha mãe dizia que os quadros eram a última coisa a fazer. E de fato são. Por serem menores em relação aos móveis ficam bem mais fáceis de acomodar, além de serem relativamente simples de substituir, nos possibilitando transformar completamente o estilo do ambiente com pouco recurso. O mesmo podemos fazer com abajures, almofadas e objetos de decoração. É melhor do que trocar sofás, armários ou estantes não é mesmo?!!
Acho que o mais legal dos quadros é a pessoalidade que damos para nossa casa. A forma como conseguimos fazer de nossas paredes a nossa história de vida é desafiador. Deixar registrado as marcas de nossas viagens, objetos de família, lembranças de tempos passados, momentos e pessoas que a gente quer ter sempre na memória, nos acolhe e nos conforta, mas, sobretudo nos expõe. O lado bom é que podemos deixar a mostra somente aquelas recordações felizes, capazes de transformar qualquer dia ruim num descanso.
 

 
        
 
 
       
 
        

 
Em se tratando de composição, eu particularmente sou 100% a favor do “olhomêtro”. Penso que justamente essa possibilidade de imprimir nos espaços o que a gente gosta nos dá a liberdade de também mostra-los da maneira que nos agrada mais. Claro que o bom senso deve prevalecer sempre, mas pra isso não tem regra, tem que testar. Uma dica boa que eu sempre dou é compor primeiro no chão. Temos assim a facilidade de mudar de posição quantas vezes necessárias até chegar a algum arranjo que nos agrade. Depois disso, o ideal é tentar recriar o que temos ali, em moldes de papel, só que desta vez já na parede.




Outra coisa que eu acho bem importante é que quando imaginamos para determinada parede uma quantidade considerável de peças, este processo seja feito conjunto, assim evitamos criar uma série de furinhos desnecessários à medida que adquirimos novos quadros. Também é importante ter em mente que para organizar as imagens devemos manter padrões semelhantes sempre próximos de modo que não cause um efeito bagunçado. Isto também vale para molduras e Passe-par-tout (vulgarmente chamado de paspatur, espécie de papel enrijecido colocado entre a imagem e a moldura). Mais interessante do que os quadros propriemente ditos, é a maneira como fazemos as composições. E aqui vale tudo, desde apoiar em prateleiras até misturar adornos ou esculturas!

 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 

 
Preste bastante atenção na altura e na distância entre eles, o alinhamento deve ser no eixo dos olhos de modo que não se faça esforço para visualizar.
 

Se mesmo assim você ainda não se sentir muito segura para bater o martelo, aí estão algumas ideias bem interessantes de composições que talvez possa aproveitar no seu espaço.

 
O bacana dessa alternativa de usar e abusar dos quadros é que temos a chance de dar um ar bem descontraído para vários ambientes que numa outra situação poderiam ficar esquecidos, como corredores e escadas.
 

 
 
 
 
Outra coisa que me chama muito a atenção, e que eu acho muito charmoso é quando transformamos a cabeceira da cama num mosaico de quadros e imagens. É uma solução bem inteligente pra quem não quer investir muito. Bem inteligente também é usar porta retratos como molduras!
 


 
 
E eu obviamente tinha que ter essas lindezas aqui em casa. Tenho muitos e muitos quadros que representam coisas bacanas da minha vida. Mas um deles é o mais especial de todos, meu primeiro brinquedo e eu adoro exibir na minha parede!
 
 


Bjocas,
Ju ;)

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Nova Iorque e suas infinitas possibilidades.

Essa semana recebi um livro que comprei a um tempinho via internet. Não tenho muito o hábito de comprar livros assim porque como qualquer arquiteta que se preze eu preciso ver, tocar e sentir o que eles têm para me oferecer antes de exibi-los em alguma prateleira ou mesa na minha casa. Como ele já tinha me sido apresentado em outra ocasião e o preço me pareceu realmente atraente, comprei.

Trata-se de um livro bastante curioso, sobre decorações de residências em Nova Iorque e arredores. Ocorre que boa parte dos exemplos apresentados ali são um tanto quanto excêntricos, ou, no mínimo, diferentes do que vemos por aí. O interessante dele é justamente isso, mostrar aos leitores tudo que uma cidade tão cosmopolita tem pra nos oferecer. Eu me considero bastante suspeita pra falar sobre qualquer coisa de Nova Iorque, simplesmente porque para mim ela é, e sempre será, o centro do mundo! Quem também conhece tenho certeza que sabe bem do que estou falando. Meu ponto de vista aqui não está relacionado diretamente à arquitetura, muito pelo contrário, pois acho que neste sentido temos exemplos bem mais relevantes nesse mundo afora. Falo de vivacidade, energia, intensidade. É muito mais um sentimento do que algo físico propriamente dito.

É impressionante como as pessoas que vivem lá parecem que já nasceram preparados para essa mistura de gostos, estilos, causas e tantas outras coisas que vemos. É a atitude que os define. Democraticamente falando, nada é espantoso, tudo é muito natural, ninguém olha enviesado, tá tudo certo, cada um na sua do seu jeito e todo mundo misturado. Bom isso né?!!


Acredito que o espírito que estas pessoas carregam por lá reflete diretamente nas residências onde elas habitam. É uma miscelânea maravilhosa de ideias, para agradar qualquer gosto, além de possibilitar uma infinidade de sensações. Eles conseguem transformar quase qualquer coisa numa residência, por mais difícil ou bizarra que seja esta tarefa.
Prova disso foi a revitalização de uma área condenada à demolição, totalmente industrial com grandes galpões e armazéns, transformados por meio de uma espécie de "renascimento orgânico" por volta dos anos 70, no maior pólo artístico da cidade, com ateliers de designers renomados - e revolucionários - , lojas conceito, bares e restaurantes reconhecidos mundialmente. Este bairro é hoje o que conhecemos como SoHo.













Nova Iorque vai sempre ocupar um lugar bem especial no meu coração. Por todas estas manifestações super descontraídas que possui, em todos os aspectos.
E que bom seria se a gente pudesse usar, por mais ousadas que pareçam, pelo menos um pouquinho dessas referencias por aqui não acham? Eu acho!

Bjocas, Ju ;)



Fonte das imagens:
http://www.humansofnewyork.com
http://nymag.com/thecut
http://www.vogue.com
http://www.taschen.com














quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Começando do zero.


Esses dias uma amiga querida me convidou pra fazer uma colaboração na rede social da empresa onde ela trabalha sobre temas relacionados à arquitetura e decoração com dicas, ideias, essas coisas... Num primeiro momento, intimamente, relutei um pouco, pois jamais tive sequer a pretensão de escrever sobre qualquer tema que gosto. Mas, justamente por isso, logo fui tentada a participar desse desafio, esta era uma das poucas coisas que eu ainda não tinha pensado em fazer.

A oportunidade de escrever sobre um tema que adoro tanto, que vivo diariamente, que aprecio e devaneio, me fez a cabeça direitinho. Pois bem, eis que então ela encaminhou a proposta formalmente, com algumas diretrizes a seguir, já que eu era absolutamente leiga nesta empreitada.

Assim que comecei minha pesquisa me apaixonei por tudo. Buscar referências, obras, profissionais, temas, conceitos, numa perspectiva completamente diferente daquela que eu havia feito desde o inicio da faculdade. Agora o ponto era outro. Proporcionar a outras pessoas conhecimentos essenciais com o simples intuito de “embelezar a vida”, tudo isso me encantou de uma forma que nunca imaginei.

Então conclui o que esta amiga havia me solicitado. E mandei. E ela adorou. E quase que instintivamente eu pensei: - Vou fazer um blog.

E aqui estou.

Entrei de cabeça nesse mundo super novo, pois nem ao menos sabia direito como funcionava um blog. Comecei montando a página, imaginando sobre qual seria o título, as cores, os temas, de que forma apresentá-los e todas essas coisas.

Lembro quando eu era bem pequena. Eu escrevia cartas. Para qualquer pessoa que eu julgasse importante recebê-las e de acordo com o que eu sentia em determinado momento. Uma outra amiga naquela época disse que eu deveria ser escritora. Claro que eu não levei a sério, pois tínhamos mais ou menos uns 12 anos e sequer sabíamos direito como era ser escritora. Minha mãe numa outra ocasião se emocionou muito com uma carta que eu dei pra ela não lembro direito em que situação. Mas lembro que desta vez me questionei sobre “levar isso a sério”.

Definitivamente não tenho a ambição de usar esta ferramenta como profissão. Inclusive porque sou totalmente realizada com o que eu já faço. Mas tenho certeza que quando a gente se compromete a fazer determinada tarefa com carinho o resultado não pode ser outro se não alguma coisa bacana, interessante, com conteúdo e que faça a gente pensar sobre quanta lindeza há nesta vida.

 

Sejam bem vindos.

Bjocas, Ju ;)