Há pouco tempo meu pai resolveu
reformar a casa dele. A antiga sala, (literalmente, pois os móveis eram da minha
bisavó!), super escura e pesada deu espaço para novos ares cheios de cor e linhas
retas. Hoje penduramos os quadros. É incrível como podem dar um “up” considerável
no ambiente. Da mesma forma, são capazes de transformar uma decoração linda num
desastre. Sendo assim, aproveitamos para nos desfazer de alguns deles que estavam bem
ultrapassados e já não condizem com o que temos no momento. De resto ficaram
ótimos!
Lembro que quando eu era pequena,
a cada mudança, minha mãe dizia que os quadros eram a última coisa a fazer. E de
fato são. Por serem menores em relação aos móveis ficam bem mais fáceis de acomodar,
além de serem relativamente simples de substituir, nos possibilitando transformar
completamente o estilo do ambiente com pouco recurso. O mesmo podemos fazer com
abajures, almofadas e objetos de decoração. É melhor do que trocar
sofás, armários ou estantes não é mesmo?!!
Acho que o mais legal dos quadros
é a pessoalidade que damos para nossa casa. A forma como conseguimos fazer de
nossas paredes a nossa história de vida é desafiador. Deixar registrado as
marcas de nossas viagens, objetos de família, lembranças de tempos passados,
momentos e pessoas que a gente quer ter sempre na memória, nos acolhe e nos conforta,
mas, sobretudo nos expõe. O lado bom é que podemos deixar a mostra somente
aquelas recordações felizes, capazes de transformar qualquer dia ruim num
descanso.
Em se tratando de composição, eu
particularmente sou 100% a favor do “olhomêtro”. Penso que justamente essa
possibilidade de imprimir nos espaços o que a gente gosta nos dá a liberdade de
também mostra-los da maneira que nos agrada mais. Claro que o bom senso deve
prevalecer sempre, mas pra isso não tem regra, tem que testar. Uma dica boa que
eu sempre dou é compor primeiro no chão. Temos assim a facilidade de mudar de
posição quantas vezes necessárias até chegar a algum arranjo que nos agrade.
Depois disso, o ideal é tentar recriar o que temos ali, em moldes de papel, só
que desta vez já na parede.
Outra coisa que eu acho bem importante é que quando imaginamos para determinada parede uma quantidade considerável de peças, este processo seja feito conjunto, assim evitamos criar uma série de furinhos desnecessários à medida que adquirimos novos quadros. Também é importante ter em mente que para organizar as imagens devemos manter padrões semelhantes sempre próximos de modo que não cause um efeito bagunçado. Isto também vale para molduras e Passe-par-tout (vulgarmente chamado de paspatur, espécie de papel enrijecido colocado entre a imagem e a moldura). Mais interessante do que os quadros propriemente ditos, é a maneira como fazemos as composições. E aqui vale tudo, desde apoiar em prateleiras até misturar adornos ou esculturas!
Preste
bastante atenção na altura e na distância entre eles, o alinhamento deve ser no eixo dos olhos de modo
que não se faça esforço para visualizar.
Se mesmo assim você ainda não se sentir muito segura para bater o martelo, aí estão algumas ideias bem interessantes de composições que talvez possa aproveitar no seu espaço.
O bacana dessa alternativa de usar e abusar dos quadros é que
temos a chance de dar um ar bem descontraído para vários ambientes que numa
outra situação poderiam ficar esquecidos, como corredores e
escadas.
Outra coisa que me chama muito a atenção, e que eu acho muito charmoso
é quando transformamos a cabeceira da cama num mosaico de quadros e imagens. É
uma solução bem inteligente pra quem não quer investir muito. Bem inteligente também é usar porta retratos
como molduras!
E eu obviamente tinha que ter essas lindezas aqui em casa. Tenho muitos e muitos quadros que representam coisas bacanas da minha vida. Mas um deles é o mais especial de todos, meu primeiro brinquedo e eu adoro exibir na minha parede!
Bjocas,
Ju ;)























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